Eu não sou daqui, ok! Help-se…

macaco_nauta

 

Ontem adquiri um teclado novo. Um teclado ocidental, cheio de letras arcaicas, números arábicos, símbolos milenares… um teclado oriundo do extremo oriente, com nota fiscal e tudo. Um teclado cuja insubstituível e modesta função é, escrever. Já foi chamado de máquina de escrever, dispositivo periférico, ps2, usb, virtual, mecânico, musical, wireless, bluetooth, invisível. Atualmente, e estamos 2017, é apenas um Gadget.

São irrelevantes os impostos, as fronteiras, as guerras, a sofisticação das gírias e a malandragem dos poetas, os esforços das gramáticas… as grandes armadas, as revoluções, os trotes, os hoaxs, as cartas de amor, os reencontros e desencontros, o puro prazer da necessidade de continuar teclando, mesmo diante de toda espécie de líquidos derramados sobre ele.

Seguindo resquícios arqueológicos, o ser humano sempre teve uma forte tendência à autodestruição. A lança, a pedra e o fogo, ao que parece, foram largamente utilizados antes das primeiras inscrições rupestres. A espada foi inventada antes da pena. O Mosquete  utilizado pelo Império Britânico, precedeu a máquina de escrever. O holocausto justificou a origem de operações financeiras secretas, subsidiou os cartões de crédito e oficializou o ‘espólio’ como lastro financeiro das nações… Os novos Estados (mercados que abrem caminhos para o front da corrupção moderna) servem no máximo como laboratórios de uma experiência, no sense. E quem está lendo esse artigo deve concordar que a Bomba (Albert Einstein) Atômica , foi ‘inventada’ antes da internet… A semântica continua a mesma?

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